Will Power mescla análise afiada e leveza na prévia de Barber: “Temos tudo para disputar o título”

A NTT IndyCar Series volta à ação neste fim de semana com o GP do Alabama, no Barber Motorsports Park, e um dos destaques do grid chega com moral em alta: o australiano Will Power.

Agora defendendo a Andretti Global em 2026, Power soltou o verbo em uma coletiva leve e cheia de revelações antes da etapa. De pitacos técnicos a causos dos bastidores e da adaptação à nova casa, ele mandou o recado: a briga pelo campeonato está aberta.

Adaptação em alta rotação na Andretti
Power admitiu que o começo de ano foi morno, mas garantiu que os números não contam toda a história. Para ele, o brilho da equipe já apareceu nas primeiras corridas – vide o pódio em Arlington.
“A velocidade tá aí. A chance de peitar o título também. É um time caprichado”, disparou.
Ele contou que a mudança de ares tem sido puxada, uma das fases mais corridas da carreira, mas a evolução salta aos olhos a cada fim de semana.

Barber, o primeiro termômetro de verdade
A pista de Barber ganha contornos especiais para Power: é a estreia do carro da Andretti em um traçado misto rápido, bem diferente do que rolou até aqui.
Bicampeão local, ele aposta que o circuito vai desnudar o real potencial do time:
“É uma pista de fluxo puro. Mal posso esperar pra ver onde a gente se encaixa nisso.”

Palou, o parâmetro inescapável
Falando do equilíbrio da categoria, Power não titubeou: o espanhol Alex Palou, da Chip Ganassi, é o benchmark.
“Todo mundo tá de olho no Palou. Ele dita o ritmo.”
O australiano elogiou a versatilidade do rival, que brilha em qualquer tipo de oval ou rua – num grid que só aperta.

“Sem vacilo”: como bater a Ganassi imbatível
Para derrubar o #10 de Palou, não dá pra pisar na bola em nada, alertou Power:
“Qualificação, prova, estratégia, pit… Erra em um canto só, e ele te engole.”
Ele traçou paralelos com a era Franchitti, mas frisou: o nível atual é outro patamar, e todo erro sai caro.

Vitórias no radar, pontos não bastam mais
Na corrida pelo título de 2026, Power crava: tem que ganhar.
“Só pontuar não rola. O Palou subiu a régua – rápido e sólido na mesma medida.”

Bastidores: pane seca, tech e faixa no braço
Se na pista o papo foi sério, fora dela a coletiva virou show à parte. Power confessou que quase furou o evento por um vacilo caseiro: ficou sem gasolina no carro particular a metros de um posto – e a zoação durou a entrevista inteira.
Ainda rolou piada com sua rixa com a tecnologia e exibição do braço enfaixado, pós-cirurgia no cotovelo. Resumo do clima:
“Gosto de botar pilha no entretenimento. Ninguém aguenta coletiva sem graça.”

Foco em Long Beach e na Indy 500
Olhando adiante, Power vê a Andretti voando em Long Beach. Para as 500 Milhas de Indianápolis, o pulo do gato é outro:
“A Andretti sempre foi braba na distância. A dúvida é: dá pra montar um foguete pra pole?”

Andretti na caça ao título?
Com pouco tempo de casa, Power não disfarça o gás:
“Eles têm o pacote completo pra levar um campeonato.”
Se Barber empolgar, o GP do Alabama pode ser o estalo da briga de verdade em 2026.

Ana Elisa Porto Moreno

Coletiva de imprensa IndyCar

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