Palou impõe domínio e abre 2026 com vitória em St. Petersburg

O calendário 2026 da IndyCar Series começou com o clássico: Álex Palou venceu o Firestone Grand Prix of St. Petersburg. Na pista de rua da Flórida, o piloto da Chip Ganassi Racing não apenas abriu a temporada, mas enviou um recado claro de que a busca pelo quinto título segue intacta. Após dominar a campanha de 2025 com uma folga de 196 pontos, o espanhol repetiu a dose, vencendo com autoridade em um fim de semana que oscilou entre treinos equilibrados e uma estratégia decisiva.

Fim de semana tenso e grid competitivo Antes mesmo da largada, o cenário já indicava que a briga seria acirrada. Nas sessões de treinos livres, a diferença de tempo entre as principais equipes — Team Penske, Andretti Global, Arrow McLaren e a própria Ganassi — foi mínima. O traçado urbano de St. Petersburg, com suas 14 curvas e apenas 2,9 km de extensão, não perdoa erros. Zonas de frenagem apertadas e muros próximos geraram escapadas e pequenos contatos, mas o ritmo geral manteve a competitividade no topo.

Na classificação, a pole position foi para Scott McLaughlin, da Team Penske, com a marca de 1min00s542. No entanto, a grande notícia do grid veio de fora do pódio esperado: o estreante Dennis Hauger, pela Dale Coyne Racing, garantiu a terceira posição em sua primeira classificação completa na categoria. A Dale Coyne ainda contou com Romain Grosjean no Top 6, mas nomes tradicionais como Scott Dixon, Will Power e Josef Newgarden ficaram de fora das fases decisivas.

Estratégia e pneus definem a corrida Com 100 voltas, a prova marcou a estreia de uma nova regra: a obrigatoriedade de usar pelo menos dois jogos do pneu alternativo Firestone Firehawk (com laterais vermelhas). A mudança forçou as equipes a repensarem as paradas, e foi aí que a dupla Palou e o estrategista Barry Wanser brilhou.

O momento crucial ocorreu na volta 35. A Penske chamou o líder McLaughlin aos boxes, permitindo que Marcus Ericsson assumisse a liderança momentaneamente. A Ganassi, porém, optou por manter Palou na pista por mais duas voltas, apostando em um overcut com os pneus alternativos. A jogada funcionou: ao final das paradas, o espanhol reassumiu a ponta e nunca mais a perdeu, liderando 59 das 100 voltas.

Incidentes e pódio A vitória não foi isenta de sustos. Um acidente no meio do pelotão acionou a bandeira amarela e alterou a estratégia de alguns pilotos. Outro momento de tensão ocorreu nos boxes, quando uma roda se soltou após uma parada, rolando pela área de escape e exigindo intervenção da direção de prova — um lembrete de que, na IndyCar, cada detalhe técnico é crucial.

Nas voltas finais, Palou fez sua última parada na volta 67, com 14 segundos de vantagem sobre McLaughlin. Enquanto os rivais diretos optaram pelos pneus alternativos mais rápidos, o vencedor manteve os pneus principais (mais duros) para garantir consistência. Kyle Kirkwood, da Andretti Global, tentou pressionar, mas não conseguiu fechar a diferença para menos de 5,5 segundos.

Resultado e destaques O pódio final ficou assim:

  1. Álex Palou (Chip Ganassi)
  2. Scott McLaughlin (Team Penske)
  3. Christian Lundgaard (Arrow McLaren)
  4. Kyle Kirkwood (Andretti Global)
  5. Pato O’Ward (Arrow McLaren)

Palou cruzou a linha de chegada com 12,4948 segundos de vantagem, sua 20ª vitória em 99 largadas na categoria. O recorde de maior margem de vitória nas 23 edições da corrida em St. Petersburg também é dele.

“Essa equipe continua melhorando e elevando o nível. Temos uma longa temporada pela frente, mas que ótima maneira de começar”, disse o campeão.

Entre os estreantes, Dennis Hauger mostrou consistência. Após largar em terceiro, o norueguês terminou em 10º lugar, encerrando sua estreia completa na IndyCar com um resultado sólido.

Por: Ana Elisa
@ana_arquiteturaevelocidade
Informações/dados: Indycar

 

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