

A parada da NASCAR Cup Series no Phoenix Raceway foi uma verdadeira montanha-russa, com mais de 300 voltas de tensão no oval de uma milha no Arizona. Bandeiras amarelas a rodo, pit stops que viraram o jogo e uma virada épica de Ryan Blaney renderam ao piloto sua primeira vitória na temporada.
Bell manda no início, mas caos toma conta
A largada já deu o tom: ritmo alucinante e interrupções constantes por cautions, que embolaram o pelotão e bagunçaram as posições a cada relargada. Christopher Bell, da Joe Gibbs Racing, dominou boa parte da prova, voando no traçado curto e liderando voltas aos montes. Parecia o cara da vitória, mas as estratégias nos boxes e as restarts mantiveram todo mundo na briga.
Pneus derretem e viram o vilão da história
O grande drama veio dos pneus. O desgaste brutal nas sequências longas transformou a corrida num imprevisível festival de ultrapassagens. Carros na frente despencavam de rendimento em poucas voltas, graças às curvas progressivas de Phoenix, que castigam a tração na saída e fritam os traseiros. Relargadas viraram loteria: quem calçava borracha nova engolia rivais. Na reta final, as equipes sacaram o truque – pit sob amarela para pneus frescos e sprint para o pódio. Não à toa, o monte de cautions veio da falta de grip, que mandou vários pro muro.
Blaney ressurge das cinzas
Não foi moleza para Blaney, da Team Penske. Problemas nos pits o jogaram pro fundo do grid mais de uma vez. Mas a virada veio na bandeira amarela final: pneus novos, relargada afiada e ele subiu como um foguete, assumindo a ponta nas últimas voltas para faturar a corrida.
Top 10
- Ryan Blaney
- Christopher Bell
- Kyle Larson
- Ty Gibbs
- Denny Hamlin
- Bubba Wallace
- William Byron
- Tyler Reddick
- Michael McDowell
- Erik Jones
Próxima: a caravana ruma pro Las Vegas Motor Speedway, oval de 1,5 milha, bem diferente do apertado Phoenix. Vai ser outra batalha.
Por: Ana Elisa
@ana_arquiteturaevelocidade
Informações/dados: Nascar





