Max Taylor triunfa no caos das ruas, com Enzo Fittipaldi na vice-liderança e brasileiros em evidência

 

Elkhart Lake, WI – during the 2026 Java House Grand Prix of Arlington Austin, TX
(Photo by Travis Hinkle | IMS Photo)

A Indy NXT estreou nas ruas de Arlington com um espetáculo de imprevisibilidade: ventos fortes, acidentes em série e uma batalha acirrada até os instantes finais. No meio do tumulto, o britânico Max Taylor conquistou sua primeira vitória na categoria, pilotando com maturidade o carro da Andretti Global. A corrida, disputada em tempo limitado, só se definiu nas voltas derradeiras, com três pilotos travando uma disputa direta pela ponta.

Result

Taylor cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido de perto pelo brasileiro Enzo Fittipaldi, que comandou boa parte da prova antes de ceder a liderança. O pódio foi fechado pelo polonês Tymek Kucharczyk, sempre sólido.

Top 5:

  1. Max Taylor
  2. Enzo Fittipaldi (🇧🇷)
  3. Tymek Kucharczyk
  4. J. M. Correa
  5. Lochie Hughes

Enzo Fittipaldi rouba a cena entre os brasileiros

O neto de Emerson Fittipaldi foi o grande destaque verde-amarelo. Ele assumiu a ponta logo após os incidentes iniciais, resistiu à pressão constante e protagonizou duelos roda a roda nas voltas finais. Mesmo no segundo lugar, sua exibição – com agressividade calculada e relargadas impecáveis – reforça o favoritismo para a temporada. Uma das melhores atuações do fim de semana, sem dúvida.

Outro brasileiro em pista, Nicolas Monteiro, teve uma prova mais dura. Largando de trás e engolido pelo tráfego caótico, ele terminou em 22º. Em um circuito urbano tão traiçoeiro, onde evitar o muro já era vitória, o resultado não espelha seu potencial.

Caos desde o apagar das luzes

Os problemas começaram antes da largada: um acidente com Colin Kaminsky danificou o grid e trouxe a primeira amarela. Em seguida, o pole Alessandro de Tullio sofreu um toque, perdeu a liderança e mudou o rumo da corrida. Esse início desordenado ditou o tom da etapa.

Vento e traçado implacável

O circuito de mais de 4 km e 14 curvas, com retas expostas, foi agravado por rajadas acima de 30 km/h – instabilizando os carros nas freadas. Qualquer deslize levava direto ao muro, transformando a prova em teste de sobrevivência.

Relargadas definem o rumo

Interrompida por bandeiras amarelas constantes, a corrida ganhou emoção nas relargadas. Nos minutos finais, Fittipaldi, Kucharczyk e Taylor se envolveram em trocas de posição e ataques ousados. Taylor, que escalava o pelotão, esperou o instante exato para brilhar.

A manobra decisiva veio perto do fim: Taylor colou em Fittipaldi e o superou na reta final, abrindo uma margem que administrou até o xadrez. Uma ultrapassagem limpa, fruto de uma leitura perfeita da pista.

Um último incidente com Josh Pierson trouxe outra amarela, zerando vantagens e forçando uma relargada nervosa – mais um capítulo da imprevisibilidade de Arlington.

Efeito no campeonato

Taylor herda a liderança do campeonato, distanciando Nikita Johnson, que ficou fora do top 5. Novos nomes despontam na briga pelo título.

Corrida de estratégia e pulso firme

Arlington foi caos puro, mas premiou quem sobreviveu aos erros alheios e atacou na hora certa. Max Taylor personificou isso. Para o Brasil, o saldo é animador: Enzo na briga pela vitória, presença no topo e lições valiosas para Monteiro. A um nível assim, o hino brasileiro na Indy NXT soará em breve.

Por: Ana Elisa
@ana_arquiteturaevelocidade
Informações/dados: Indycar

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